Anatoly Karpov tornou-se o 12º campeão mundial em 1975 quando Bobby Fischer não compareceu ao match. Nos dez anos seguintes, ele provou que merecia o título — com uma série recorde de vitórias em torneios que permanece insuperada no xadrez de elite.
Seu estilo era o oposto da tradição romântica. Karpov não sacrificava por iniciativa nem buscava combinações forçadas. Ele restringia as opções do oponente, acumulava pequenas vantagens posicionais e vencia finais que outros grandes mestres consideravam empatados. O pensamento profilático foi sua contribuição central à cultura enxadrística.