Botvinnik vs Capablanca, AVRO 1938
- 1.
- 2.
- 3.
- 4.
- 5.
- 6.
- 7.
- 8.
- 9.
- 10.
- 11.
- 12.
- 13.
- 14.
- 15.
- 16.
- 17.
- 18.
- 19.
- 20.
- 21.
- 22.
- 23.
- 24.
- 25.
- 26.
- 27.
- 28.
- 29.
- 30.
- 31.
- 32.
- 33.
- 34.
- 35.
- 36.
- 37.
- 38.
- 39.
- 40.
- 41.
O torneio AVRO de novembro de 1938 — disputado em várias cidades holandesas sob o patrocínio da Algemeene Vereeniging Radio Omroep — reuniu os oito jogadores mais fortes do mundo. Capablanca, então com 49 anos, já havia passado do auge, mas seguia sendo candidato a qualquer Campeonato Mundial que viesse a ser organizado. Botvinnik, de 27, era a estrela ascendente da escola soviética de xadrez. A partida dos dois na 11ª rodada tornou-se uma das mais analisadas do século XX por causa da combinação que começa no lance 30.
A abertura foi uma Nimzo-Índia Sämisch — a opção de Botvinnik por um sistema posicional agressivo que dava às brancas o par de bispos e um centro forte ao custo dos peões dobrados na coluna c. Até o lance 30, a partida foi um duelo de chances de ataque em flancos opostos do tabuleiro. A combinação que Botvinnik escolheu no lance 30 foi aguda o bastante para mudar o rumo de todo o confronto.
O sacrifício de bispo e a corrida do peão e
30.Ba3!! oferece o bispo em troca de nada mais que um tempo. Capablanca captura com 30…Qxa3, mas agora 31.Nh5+! abre a posição do rei. Após 31…gxh5 32.Qg5+ Kf8 33.Qxf6+ Kg8 34.e7!, o peão branco em e7 está a uma casa da promoção, e a dama de Capablanca — em a3, longe do rei — nada consegue fazer de útil a tempo.
A série de xeques que se segue (a dama indo de c1 até e4 e voltando) mostra Capablanca encontrando os únicos lances disponíveis. Cada um deles apenas adia o desfecho. No lance 41, as pretas abandonaram.
A partida virou ponto de referência no desenvolvimento da teoria de aberturas da Nimzo-Índia, e as notas analíticas que Botvinnik publicou depois do torneio estiveram entre os primeiros estudos influentes da Variante Sämisch no mais alto nível.