Memorial Rosenwald · Nova York · 17 de outubro de 1956 · ECO D92

A Partida do Século

Donald Byrne 0–1 Robert Fischer
Donald Byrne vs Robert Fischer D92
87654321
abcdefgh
White queen
Black pawn
Black king
Black pawn
Black pawn
Black pawn
White knight
Black pawn
Black bishop
White pawn
Black bishop
Black knight
Black rook
White pawn
White king
82/82
  1. 1.
  2. 2.
  3. 3.
  4. 4.
  5. 5.
  6. 6.
  7. 7.
  8. 8.
  9. 9.
  10. 10.
  11. 11.
  12. 12.
  13. 13.
  14. 14.
  15. 15.
  16. 16.
  17. 17.
  18. 18.
  19. 19.
  20. 20.
  21. 21.
  22. 22.
  23. 23.
  24. 24.
  25. 25.
  26. 26.
  27. 27.
  28. 28.
  29. 29.
  30. 30.
  31. 31.
  32. 32.
  33. 33.
  34. 34.
  35. 35.
  36. 36.
  37. 37.
  38. 38.
  39. 39.
  40. 40.
  41. 41.
Memorial Rosenwald, 17 de outubro de 1956

Bobby Fischer tinha treze anos quando jogou esta partida contra Donald Byrne — um dos mestres americanos mais fortes do período e ex-campeão do US Open — no Marshall Chess Club, em outubro de 1956. A partida saiu na Chess Review no mês seguinte sob o título “A Partida do Século”. O nome pegou e resiste há 70 anos.

A combinação começa no lance 17. Fischer oferece a dama com 17…Be6! — um lance cuja verdadeira profundidade só fica clara quando as brancas aceitam a dama com 18.Bxb6. Fischer prossegue com uma série de xeques forçados de cavalo e bispo que costuram o rei branco e acumulam material decisivo. O mate chega no lance 41 com o modesto 41…Rc2#.

O que torna a partida extraordinária não é o sacrifício de dama em si — já havia sacrifícios de dama mais conhecidos registrados. É o cálculo sereno por trás dele: um garoto de treze anos enxergou a sequência inteira de 25 lances e decidiu jogá-la. A posição do lance 17 é uma das mais analisadas da literatura enxadrística; os motores modernos confirmam o cálculo de Fischer.

A posição após Bxb6

Após 18.Bxb6, Fischer joga 18…Bxc4+ 19.Kg1 Ne2+ 20.Kf1 Nxd4+ — o famoso “moinho” de xeques descobertos. O rei branco não tem como escapar; cada xeque ganha material. No lance 23 as peças brancas estão dispersas, o rei está exposto e o desfecho da partida já não está em dúvida.

Donald Byrne abandonou no lance 41, mas a posição estava decidida dezoito lances antes. A dama de Fischer não fora um sacrifício no sentido corrente; foi uma troca de material por uma combinação vencedora forçada. A partida é um texto fundamental da pedagogia enxadrística moderna.