Posição de Philidor
A posição canônica de empate no final de torre: o defensor mantém a torre na sexta fileira, impedindo o rei inimigo de avançar.
A posição de Philidor é uma das três posições canônicas de final de torre, junto com Lucena e Vancura, e a técnica defensiva mais importante desse tipo de final. O atacante tem rei, torre e peão; o defensor, rei e torre. A tarefa do defensor é impedir que o rei inimigo avance o suficiente para apoiar a promoção do peão.
A técnica: o defensor coloca a torre na terceira fileira contada a partir do seu próprio lado do tabuleiro — a sexta, na numeração habitual — e a mantém patrulhando essa fileira na horizontal. O rei atacante não consegue cruzá-la, porque fazê-lo permite que a torre passe a dar xeques por trás assim que o peão avançar à sexta fileira. O defensor não dá xeque nenhum antes disso: a torre apenas fica onde está e espera.
Quando o atacante finalmente empurra o peão para a sexta fileira, o defensor leva a torre para baixo, à primeira ou à segunda fileira, e começa a dar xeques por trás. Com o rei atacante agora exposto, não há como bloquear os xeques sem perder o peão. O defensor empata.
Philidor — François-André Danican Philidor — foi o mestre francês do século XVIII que analisou essa posição de forma sistemática pela primeira vez. Seu tratado L’Analyse des Échecs (1749) segue sendo um texto fundador. O nome resistiu dois séculos e meio, e a técnica continua no currículo básico de finais de todo jogador.