Eliminação do Defensor
Recurso tático: um defensor-chave é destruído, após o que o alvo antes defendido torna-se vulnerável.
Eliminação do defensor é uma operação tática onde uma peça defensiva criticamente importante é eliminada do tabuleiro. É o mais simples dos recursos de manipulação da defesa: o alvo — uma peça ou uma casa — é guardado por um único defensor, e se esse defensor puder ser capturado, mesmo à custa de um sacrifício, o alvo fica desguarnecido e cai no lance seguinte. Um cavalo defende a casa g7 contra mate; as brancas trocam esse cavalo de qualquer forma; a casa g7 não está mais defendida. O que conta é o saldo material ao fim da operação; a captura intermediária é o preço. Este é talvez o recurso tático mais fundamental depois do garfo e da cravada, e a maioria dos ataques ao rei envolve algum elemento de eliminação do defensor.
A forma mais nítida do motivo é o sacrifício de troca: uma torre sai por um bispo, mas esse bispo era o único defensor de uma dama no lance seguinte. A troca de torre por bispo parece desfavorável; a captura da dama que vem depois transforma a operação em ganho material.
No final, eliminar o defensor é muitas vezes a diferença entre o empate e a vitória. Um peão passado apoiado por um cavalo pode ser imparável; o mesmo peão, depois que o cavalo é trocado, às vezes vira alvo. Parte da técnica de finais é justamente identificar qual defensor sustenta a posição e encontrar a troca certa para retirá-lo.
A eliminação do defensor divide com a sobrecarga e o desvio um mesmo objetivo: o verdadeiro alvo do ataque é a proteção do alvo, não o alvo em si. Cada motivo chega lá por um caminho. A sobrecarga explora o excesso de tarefas que o defensor já carrega. O desvio o afasta do posto à força. A eliminação do defensor simplesmente o tira do tabuleiro.