Posição de Vancura
Postura defensiva no final de torre: torre na terceira fileira ataca o peão pelo flanco, impedindo o rei inimigo de se abrigar.
A posição de Vancura é a postura canônica de empate no final de torre e peão de torre contra torre. O atacante tem rei, torre e um peão na coluna a ou h; o defensor, rei e torre. Com o peão na sexta fileira ou mais atrás, o lado defensor segura o empate colocando a torre na terceira fileira da coluna do peão, atacando-o pelo flanco em vez de bloqueá-lo pela frente.
O truque explora a geometria do peão de torre. A torre na frente do peão não pode deixar seu posto — se o fizer, o peão promove —, e por isso o rei atacante não pode usar a torre como abrigo contra xeques. Enquanto isso, a torre do defensor, postada em a3 (ou h3), dá xeques laterais dos quais o rei atacante não escapa: qualquer aproximação em direção ao peão esbarra em xeques vindos do mesmo lado, e o próprio rei defensor mantém a oposição no lado curto do tabuleiro.
A posição leva o nome de Josef Vancura, compositor tcheco que publicou o estudo canônico em 1924. Antes dele, o empate era conhecido pelos melhores jogadores, mas não formalizado; Vancura lhe deu um diagrama limpo e um método que viaja: torre na terceira fileira da coluna do peão, rei defensor perto o bastante para dar apoio, e o atacante fica permanentemente travado. O peão não pode avançar porque está atacado; a torre à frente do peão não pode se mover; o rei não pode se aproximar por causa dos xeques.
Vancura está ao lado de Lucena e de Philidor como um dos três finais canônicos de torre e peão que todo jogador sério aprende. Saber a montagem já é quase todo o trabalho — assim que a torre do defensor chega à terceira fileira com o rei cobrindo a casa de promoção, o empate é automático.