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Cravada

Uma peça não pode se mover porque revelaria um ataque a uma peça mais valiosa atrás — absoluta (contra o rei) ou relativa.

Uma cravada é a situação onde uma peça não pode (ou não quer) se mover, porque atrás dela na mesma linha está uma peça mais valiosa. É um recurso exclusivo das peças de longo alcance — bispo, torre e dama: a peça que crava ataca ao longo de uma linha, mas o alvo verdadeiro é o que está atrás da peça cravada. A cravada é um dos três recursos táticos fundamentais, junto com o garfo e o espeto.

Cravada absoluta — contra o rei: a peça legalmente não pode se mover, porque isso deixaria o rei em xeque. Cravada relativa — contra a dama ou a torre: a peça pode se mover, mas isso levaria à perda da peça mais valiosa atrás.

A absoluta é a mais letal das duas, porque a peça cravada fica praticamente paralisada. Um cavalo cravado contra o rei não defende outras casas, não captura e não se move. As combinações que exploram uma cravada absoluta costumam começar com a chegada de um segundo atacante sobre a peça cravada — como ela não tem para onde fugir, basta capturá-la.

Na teoria de aberturas, a cravada do bispo sobre um cavalo é a mais comum do jogo. A Ruy López (3.Bb5) e as linhas mais tranquilas da Abertura Italiana usam a cravada como recurso posicional: não para ganhar a peça de imediato, mas para limitar seus movimentos por muitos lances e obrigar o oponente a gastar tempos para libertá-la. Toda a tática da Nimzo-Índia e de muitas outras aberturas é construída sobre cravadas.